Tuesday, February 10, 2015

... um presente Josué, frequentando, azul...



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Chegarei em casa ontem, e olha que levo de amanhã três intensidades “bem descabidas” — ia dizendo, como se só se rindo, em largo, um dos meus dedos desobrigadíssimo de pôr nas coisas e nas pessoas sentido de relógio. O que às vezes é possível...
Penso sempre que os sonhadores de palavras existem. E então eles são sonhadores de sonhos. Até da gente, de tudos — não seriam? Josué. Ah, la-la-la... Lembrei de acordar daqui a sete dias tão... sem fim. Assim. Em desvario tropeço êxtase sonilho que não é de todo ligeiro, mas até algum ponto allegro, ou pianissimo. Graças de Josué. Do nosso, Maryllu, Josué.
E foi que nesta segunda-feira cheirando à caricatura mas também à madrugada dos dias que... que. Uma danação! De alegria. Voltarei de ontem, abro o primeiro dos meus e-mails, vem nele aviso do blogue dela de que o Josué é aqui. De novo. Pra eternidades, podemos? No imediato, vontadeei.
O chorozinho desses de abraçar o mundo — mesmo tal mundo-mundo, estranho-mundo que a gente não consegue nem abraçar — veio de jeito. Está sendo bonito. Matutei no menino [gente mulher bicho passarinho ventania] madrugada afora. Tinha não como, e tinha?
Até agora me digo de matutar ainda: viria de quem, de onde, em quais ou quantos por-sendo esse... esse enternecer azul? E ver azul, sendo que estando vivendo saltitando ou talvez tão mesmo soprando-se e estranhando, desaparecendo?
O Josué da Maryllu, essa querida linda deliciosa que escreve de pôr giro na gente e também ela, que nem só mesmo ela!, renovando a gente com borboletas, ah, eu nem sei de um ser possível dizer. É que me pegou emoção de árvore hoje! Agraciada. Estou. Em toque das coisas, uma muita convicção: a de ir ali sempre, em graça dela, do Josué dela, que no fim vira uma mais que graça da gente na gente. Esta lindeza de texto, meu tum-tum: https://maryllu.wordpress.com/2015/02/09/gracas-de-josue.

Sunday, February 8, 2015

morning love



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Tapis Volant by Claude Verlinde | The Shade of the Mango Tree by Luiz Bonfá



Sundays after loveflying are to flap without wings:
a gift for flare, you wonder, and it regains you all of a sudden
by touching the intimacies of what you uninvent and make delirious

the verb “splendor”, for example, you give it abilities of not denominating
tic-tacs, so you fill it with such flimsy, subtle, even quixotic inclination
to be a violet, a violin…dancing and being danced as to moonlight… 

“the reality of love,” someone howls, “ah, to splendor the reality of love...”
omnipresenting it, so that a red a blue a green aroma pervades the bed
can you realize or will you hallelujah it? — oh, such senses of intimacy, sibilant…

your sense, your sense of taste is refined
to the point you’d drop me on your tongue
traveling me, desire-upon-desire, like a river…

so is exquisite your sense of heart-beating
the way you accommodate clouds and volcanoes in your mouth
disproportions and sunrises, bringing me off, replenishing…

even your sense of sight, your sense of hearing,
of word, of silence, of reverie…ah, your sense of touch…
waterfalls between thighs my whole body, eating me up so unconcentrically…

you see? mind you, or simply finger-imagine me,
verbs like “splendor”, so to speak, they wilderness and tree plants
copper galaxies, graffiti a thousand alleys, and firefly noons
they cranberry horizons, and they granola each waking-with
that’s how a morning love, like this you offer, this ours,
a morning love that dewdrops daisies, like this Sunday’s — you, too, skin?
that’s how it can be splendored with a sense of intimate eternity