Wednesday, December 25, 2013

farewell [or the spiral]


Ripples, 1950 | by Escher 

[Tear-rolled face observer] Crimes of humanity, should I forgive them? posture them? simply abhor them? We all take part in many; hide others upon myriad others. We even find them beautiful; they are published! Gentle crimes… That little boy. Lying on the ground. Dismantled? In laughter, bursting out? Unstable. [Lunatic-him and her, in all her to-no-avails] Seven, maybe a hundred years gone. Plausibly? A little less. Since his last smile? His break-down. [Inborn.] The crashes. And he lashes…out. His motives. The very shot-down. How to argue over them? Such impetus, he gains. Toward. And so against...against...against. What, against what, against whom? Walls upon walls, the shocks. Reminiscences. Attempts. Re-re-re's...inexorable replies. Many roads, in the middle of them. All. And nothing. His pain. Insurmountable, perhaps. And then...[revenge?] Or just...a lack? Myriads and misunderstandings.
Mother Father Sister Acquaintances Friends. [A farewell.] Where? No limits. There are chains. That little boy. His losses. Struggles. Against. [Un]motivated? No land(s). No reasons, with no end. A light. But again, his torments, no voice. A cloistered. [Evasion.] Environment. His death. To life. A re-beginning. Recurrent, spiral. Another dead-end? Impervious, adamant, virulences. Turmoil gates. No one. No place.
Everybody knows but no one—indeed. That little boy had his motives—the Impossibility? Bearing up against demons—of solitude, parsimony, deceit. There's empathy for him. Here. And his pain for having suffered—his particular way to dismiss? And no one, not even himself, being able—to back down. Poor boy. Until he finally decided—to wreak his revenge. Maybe he didn't find himself—any way to accept and understand...and just...wanted to fly and fly away...far-distant away...
Would there be once upon a time a person willing to...? World-world, fiend-world...fraught with brutalit(ies) and coward(ices). World-world, asphalt-world, deprived of so many ineffables. Every(any)where. Ample-follies them. The boy, panicking [or indifferent, who guesses], will be impervious to caress. And he might refuse, not for being evil, but feeling estranged and even him-the-hesitant, he will dispose of the texture, the touch, and the hand. The kissingbirding in-being extended toward him, here for him, will be...what, displaced? A god-damned shame, the gesture, an attitude...of despair. And of pain. His posture, her absence of composure—the motif, a reason?. Perhaps…but there will remain, just listen, not that one-sided scattered skin...but a dampened, even a next-door shared-pain...

Saturday, November 2, 2013

let(ting) go of


Open(ing) the windows once again; it's cold outside, strange...foreign winds; the streets smell unfamiliar, and even the chill appears to be appalling, (over)(be)numb(ed). But that's life after all—in all its pain, grey asphalts, slaver(ies), beaut(ies), unrealit(ies), torrid teeth and lips and routes, misanthrope cars, nausea-possibilities to dwell in or execrate, or even our own splendorous-decayed dreams...one upon another, with their layers and morningsso ours, humans'to be (inter)woven...acrimony, machine-hands, sordid clouds, and wor(l)ds hooked on moonstruck delusions, planted-here, designed-there to...hurt; yes, unfortunately, (t)here remains much rue, rue, rue...torn-down us—yet all of this...is...to be cooked...away...far, far away. Reasonable? possible? (since) when? well-who...will come over to...help? Wondering, swirls, reveries...plans, hopes. To hope, hope, desperately-even hope. A mere stream? Still a one. Open(ing) the windows once again and get(ting) a life...





















("Sunflower"  |  photo by Arslan Ahmedov  |  www.arslanahmedov.blogspot.com)


Saturday, September 14, 2013

O Equador das Coisas #3

jornal de literatura e arte
número 3 | issue 3 | mai 2013



Com alegria, mesmo euforia em bastantes de vez esta, e por todo-um-sempre, redigo aqui o que disse logo-ali, no editorial deste que é um presente pra gente, e não da gente pra, porque o Equador das Coisas 3, sim e sim, abre-se todo em deliciúras pra nós todos... assim. E foi-sendo então que... 
Um dos fascinantes – e famigerados – passos-traçados que nos oferta a literatura de um escritor enorme como Ernesto Sábato é sua linda, deliciosa inquietude-boa – diríamos, enfim, preocu­pação – com a leitura. Do lado de cá e de lá (porque em Sábato há entrelaçares, e não dicotomias de excepcionices tolas), o leitor são mulheres e homens concretos em busca de um-algum senti­do para uma tão atarantada existência, bem sabemos, e também aqueles todos-nós (anti-)heróis do dia a dia – em nossa peque­nez, contida ou esparramada vastidão, celeuma, destreza pouca ou nenhuma para enfrentar o que quer que.
De então que esse leitor, “que lleva las insignias de sus tribula­ciones y amarguras” e tantos-bocados de crueza e alegria, esse leitor transita entre o possível e o indissociável (em)texto(s), diante dos ali (inter)(con)textos, e eis que a ideia de obra aber­ta, retomada por Umberto Eco, transfigura com sensibilidade a perspectiva plural e polissêmica dela, da leitura – esta que nos faz, em inúmeros de nós, rearticular, enternecer, querer, ou pelo menos desorientar-desconjuntando quadriculadinhos quais­quer... Não? Pois-sim, sim...
A leitura tem, por enfins, uma função (onto-)gnosiológica em Sá­bato. O que equivale a cismar, dentre outros muitos interstícios possíveis, que ela é energia a pôr giro-movimento em mãos e olhos decerto maquinais (tempos nossos!), mas que inicialmente mãos e olhos e todo um resto de sentido possível em nós – lem­bremos. Para além de processo semiótico, a leitura é um acu­mulado de ir e vir e não poder ir – sociais. Está entranhada, neste portanto, de formas de pedir, dizer e silenciar, dali pr’acolá – se fazendo e desfazendo e refazendo... através do(s) sentido(s) pos­to(s) à pele... no outro... nela, neles para deles mesmos, em nós.
O Equador das Coisas se inaugura segundo ano redizendo dela, da leitura. Da beleza e da refulgência e dos embates-conflitos também por certo imbricados para todos os cantos possíveis – quando lemos. Os entraves em que se esbarra hoje em vazios “nos (in)corpora(tiva)ndo” como os nossos (infelizmente ainda!), para que o acesso à leitura seja, de fato, enorme e pleonasticamente irrestrito (por que não?), são lamentosos, claro. Há as antas podero­sas, sempre há, que temem os buracos de fechadura se tornando gigantescos moinhos de vento e então convidando para o con­fronto; sem falar nas titicazinhas e nos papagaios que, com os seus faustosos “com o quê”, se fazem isso-que-por-certo-pouquís­simo... tais escritores-artistas. Pelo não e pelo sim, ora-ora... Que a leitura, que a arte, que a literatura-enfim – é o nosso desejo-cá – seja energia-orgânica a construir e desconstruir, ampliar, gerar, titilar, abrindo, sempre abrindo... caminho para tão-tanto mais.
Que mais (pleonásticos) sem-fins de miríades-gentes alcancem a leitura, a literatura, a arte. E se engalfinhem com elas. E se lam­buzem delas, se repimpem. Boa comilança a todos, e sigamos!
(E feliz e bonita e sempre-leitura pra nós, Equadores! Tim-tim!)


Friday, April 26, 2013

in reality? anastrophically? dwells it (with)in



There are, of course, so many gaps that become very easily "lost in translation" when you attempt to give them any sense—in a foreign language. Lines can regain such natural vigor or roundness; the breath of each syllable—after every single word-by-word they, the phonemes, give rise to in the "new translated-into-new-winds" discourse-river—being imbued with a flourish tune or coming to its dramatic point; the lines, and the degree of their ease or disease, as if shaping the rhymes and rhythms and even the variants of the mainstream language, and its fluidity, or authority, or simply speechless behind-the-lines… The cadence, its decadence… It's truly an adventurous slog-hike to translate, and even more to translate poetry, lyrics, poetry. There's much to be "lost in translation," says, for instance, Eva Hoffman. Appreciated and agreed on my part. I even dare to append, "there's a 'myriad of much' to forgo and sacrifice when you translate, especially poetry-lyrics. The rhymes?, a labyrinth in cadence(s)?, impeccable rhythms?, the significance(s)?, what's more?, what for? I apologize in advance for this extremely unpretentious attempt of mine at translating into English that splendid Brazilian poem-lyrics, written in 1954 by Monsueto, a samba-composer from Rio de Janeiro. This version I bring you herein was arranged and produced by the giant Jards Macalé, and recorded in 1972 by Caetano Veloso during his exile in London, England, shortly before his return to Brazil. In sum, if it is somewhat impossible, as you know, to not "sacrifice" this or that, here the rhythm and the percussion cadence for both the lyrics and the musical harmony claimed to be preserved. So they were—I tried to, wish and hope so. Something extraordinary, dazzling, and beautiful—yes, it is, this song! Excellent listening and "fluting-with" and drinking and dancing-with—it…for you all! Tim-tim!





Saturday, April 20, 2013

ah... pra nova casa da gente... é, não é?



Our house is a very, very fine house
With two cats in the yard
Life used to be so hard
Now everything is easy
'Cause of you              
And our la, la, la, la, la...


video
Our house Crosby et al.
Penso, sim. Numa infinidade de flores sendo postas. Que cena! Boniteza pra uma vida (em) toda. Nossa. A nossa. Sem drama, please? Vejo assim. Sempre quis assim. Amar-amando... e precisa(ria) mais? Você sabe. Que não. O vaso, ah... aquele mesmo vaso de balaios sem fim, lembra? Que você, e eu, e nós, the little faces and all of us, e tudos, nós em cinco, five of ours, enfins... Compradas hoje. Que foram. Flores, as flores, tão elas – flores! Pra nós. São horas e mais horas e são e serão – e(m) som. Assim tal. Todas as noites você cantará pra mim. Sim? Eu via a gente sempre desse jeito, né? Realidade pra viver sorrindo. E sonhando. E vontadeando muito, com cada dedinho. Ou todo o resto. Eu te canto, minha joaninha-margarida. My moon-tum, yumtum, my butterfly... E(m) (mim), e eu mesma... Há, há, há. Yes, yes...those battailons of pain I have...armies, continents of pain... Há e há e há. Tantas imensidões de tãos, sabe? Dor, a dor, a dor... da gente, humanos em nós. Mas eis que eu. Tenho você. Tenho, não tenho? Quero, sim. Pra sempre, sim. E nos tenho. Digo assim, tá? Posso? Por favor? É sincero, muito bonito, eu prometo. Come to me now and rest your head for just five minutes, everything is good, such a cozy room. Nossa casa. Nossa. Com dois gatos no quintal. Nhinhinha e Miguilim. E tantos mais que quiserem visitar ou se aconchegar da gente. Não é? Fazendo infinitos cangurus no nosso colo. Ah... Que delícia. Eles. Que delícia a gente. Eu sempre acreditei. Em nós. Sempre quis. Tenho pra mim que nunca deixarei. De amar. Você. Em mim. A gente pra você e pra mim. Prometo? Sim e sim. Cante pra nós, por favor, eu peço, eu quero, e tão lindamente sonho... sim... As suas, as nossas. Músicas de amor. E calorosas. Como era bom... tudo isso era muito bom... Ah, misfit-me, double-meE é. Ainda é. E será, seremos, serão muito assim-tais: as coisas nossas todas, na casa nova da gente. Sim? Our house...our house...our house. Ours.

Saturday, April 13, 2013

pra você, com todo o meu gosto de nós


como na poesia
bem que você podia
pintar na sala
da minha tarde vazia

video
Ausência | Itamar Assumpção