Monday, March 28, 2011

guttersnipe

dedicated to remind all you of Nina’s path (a character by Heitor Dhalia, the Brazilian filmmaker), and of Raskholnikov’s principle (in Crime and Punishment, by Dostoevsky)
… inside this complex labyrinth of roads lives a great part of the city’s population, whose existence is ignored… (excerpt of Lima Barreto’s Clara dos Anjos)


he scares you… his gun’s powerful enough to shoot you down… and his words, slashing to tear down whatever… he spends his time just hanging out at his stuff… his shit… and bucks… he could blow chunks right here… you’d clean his floor… you work for him… it’s sucking all your energy… but you’re just one of the pack to be burned out… no way to blow off some steam… that’s his great deal… to turn you a basket case… you could get bonkers about his condition of a fat cat… ain’t no good nohow… but you don’t, you’ll just put the case on the back burner… he’s in the position to kick your ass… and so he does… all the time, he kicks your ass… you, and all the fucked-up ones around him, are always about to crash… there’s no way to jump ship ‘cause this is the deal… to kick your ass… and to laugh off your worries, your losses, your own stuff… damn it… he just bears down on you from behind… or from all sides?
he doesn’t scare you… his power is not a strength… he’s weak… when he opens up his chair next to you, you have the guts to unveil him… he’s a goofy… a fraud, squandered in trivialities… a jerk, he’s a turd… but powerful… a no-brainer reasoning… the cycle of power… just common if you nailed him screwing up a riffraff… it’s so his scene… left and right, so his scene… and you are told to not give a damn ‘bout it… that’s the big deal… to not give a fucking rat’s ass ‘bout it… that’s the big deal, but not for you… you mustn’t dig it… it’s not fine and dandy with you… time to get cracking? he’s just always trying to hide that you’re in a bind… your kaput… and yada-yada-yada… will you kick the bucket? you — the loser? me — the nutcase? even though, I’m not a space cadet, don’t wanna be like that… we’re being lied to… and ripped-off… not in money… not in land… but in the right to dream…

Sunday, March 20, 2011

na mesa o livro... um sopro que pede recanto ali, no espaço da Isabela (poeta de versos silenciando e entranhando a gente)

A gente foi ficando assim, intimamente uma nas palavras da outra. Coisa muito curiosa e uma delícia isso de a gente palavrar. Eis que pondo humanidade-tino pro que há de melhor na gente. Pois então que fomos nessa toada de assiduidades lendo e embirrando, silenciosas, pra que uma escrevesse mais pra outra ler, sabem? Tomando gosto-além pelo palavreio uma da outra – é assim que penso. Uma assiduidade mesmo, mas em nenhum lapso, nem se a gente mesma quisesse que seria coisa de tick-tack torment porventura que, de insistente, martelo-coisa, tivesse conseguido entranhar o coração e se fazendo assiduidade. Não antes... foi por conta, a assiduidade, no caso de minha parte é o que eu dizia, de eu perceber sempre ali, numa mesa que oferece pra gente livro, e versos que capturam pra-além, e sonhos por desvendar, e miragens por desfazer, e lindezas por nausear em seguida muito-flor, foi então por conta disso mesmo: de uma vontade que agora me encontra vontadeando sempre de ir ter sempre com ela, com as palavras dela. Virou toada – isso, essa assiduidade que agora uma deliciura mesmo. A gente, pois que eu dizia muito, entranhavelmente nas dissonâncias uma da outra... É esse o caso...
Eu sempre cambaleante, em zigues que me desavisam de outro-um ficcionismo com que num lançamento mundo-rua. E cismando isso de fluxoconscientizar, que é pra ver se esqueço (ou se potencializo) alguma coisa dentro que intrigando vontade inexplicável às vezes de vomitar os meus coelhinhos. Ela, incrivelmente dialogando com uma infinitude de palavras, pondo torcedura nelas, e ela mesma gauche – claro, porque assim sempre tem mais graça a gente ser com as palavras –, ela então ali, naquele reino surdo que o Drummond mandava a gente penetrar transfigurando que espadas, que cassandras. Pois receitas dizendo que “até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha”... E ela ali, ah Isabela!, não precisa mesmo fazer lista de boas intenções, mas ó que te digo que não sei ainda te dizer se planta recebe mensagem, ou se passa telegramas... Vou pensando que os dois! O que sei mesmo é que estes versos de você vão titilar sempre... Eles só, não. Os outros todos que eu até e ainda por...
Me apraz muito pois que uma deliciura mesmo os versos e a prosa dessa moça, da Isabela. Que se anuncia Escher Rebelo e que se falando poeta desde dois mil e triplicada alguma coisa. Mas isso é informatura que eu logo desdigo, tomo a liberdade, posso? Confabulo cá, e então ficciono realidade pura, que poeta desde sempre. Já pensaram?, eu já... ela ali, meninota, dizendo assim: “uma alforria! Floreios de ouro, cantos de prata, aos ouvidos dos que de cobre são feitos”.
Sabe-se lá quem que entenderia a insanidade de um poeta. E de uma poeta que sabe que complicado, pra gente não dizer mesmo triste, né?, que isso de fazer poesia e ter que competir, sempre no silêncio da boa versação, com aqueles que, minha nossa, dizem lá as suas besteiras mas têm sempre com o quê. Uma complicacência, isso sim!
“A poeta está muito alegre” – pelo menos até essa hora-relógio sob cujos desmandamentos agora escrevo, eis o que vocês vão encontrar de início-texto no espaço lá da Isabela. Mas então é só correr os sentidos, deslizar o paladar, descer a página, entrar noutros caminhos que por lá... Digo também assim, porque é preciso, e vai sendo aqui o meu por-fim-começo-de-prosa: percam-se menos pelas minhas desconjunturas cá e sigam zás pra ler os que dessa moça. Que de “ilustre desconhecida”, como é de muitos cogitarem por senão, eu redizendo o dito digo tão-só assim, e mais em bastantes disso:
Ilustre poeta, te dedico cá estas minhas de hoje palavras-tortuosidades, como as de sempre. Mas, ainda sendo descabidas, que elas tenham a leveza pra encontrar altura de versos seus um dia. E fazer jus a eles, ao merecimento de eu leitora deles. Desconfio que não. E vou desconfiar num de pra sempre mesmo. E assim mesmo, ou tanto mais, não vou cessar nunca de lê-los. Concordo contigo quando isso de que “pobre cultura, a ditadura – no dito do Itamar [Assumpção] – pulou fora da política e foi grudar bem na cultura”... E talvez mesmo, Isabela. Você está pra bem certa ao dizer que tanto bate até que fura, ou que difícil a gente saber dos superficiais e emburrecedores e tendo que engolir que eles que sim; os com excalibur que mais no escasseado, quando muito. Mas aí, quando a gente depara com palavras assim como as suas, as da Tati (Carlotti), do Germano, da Maria ((Un)Censored), da Maria (Cláudia), da Maryllu, da Salomandra, do Pedro (Structurally), da Setty, da Margo, da minha xará Carol (Caetano), também as imagens do Cecílio e da Renata Gross, e de tantos outros versos e prosas e imaginaturas e sons que a gente lê-vê-ouve-sente dando gosto, e que não ponho todos aqui, mas em próximos com certeza, porque mesmo isso do tic-tac espaço, então, Isabela, ilustre poeta, a gente ressoa, e de novo, o dito do Bernard Shaw, lembra? O de que arte sim, existe cá, e a gente tem de fato que com ela. Porque, sem ela, seja em verso-prosa, em imaginatura, em acionando personagens-atrizes ou sons-só, que seja o que, sem ela, minha querida, a crueza da realidade tornaria o mundo insuportável...
Que a Musa com quem você me diz dialogar sempre esteja, enfim, sempre no de acompanhamento pra que versos sempre mais vindos de você.
E deixem vocês de não-pressa. Sigam zás! Eu não ressoo bobagens estas nunca de apaniguamentos e -entos e mais -entos (enjoamentos). O caminho pros versos da Isabela, eles vão deixar quem se atreva ter com eles sair mais de lá, não... Uma deliciura! – as palavras dela. E está na mesa o livro, ou seria o contrário?

Friday, March 18, 2011

um sim que atropela um não e que vai dar num vão... o tempo de um não no tempo



Abriu a janela da alma. E alma tem lá janela? Uma porta de se ir (en)caminhando trôpega pela esquina de um lugar qualquer, comum, sem documento que possa pôr tino pra tratar-se de nome de gente importante que antes que e agora rua. Antes que e agora. Um interespaço de tempos. Mas engraçado isso, senão ridículo, de as pessoas em nome esquinando uma simbologia qualquer – sempre de um se apoderar, e até das placas com que se nomeiam as ruas. Para, claro, querer fazer a gente reviver um tempo de um alguém qualquer que se quis ou se fez ou se impôs “gente importante” – em certo tempo...
Pôde ver então o brilho de uma luz fosca vindo daquela rua sem graça, adormecida já. Tarde da noite. As madrugadas, agora no de uma rotina que adentro, além da prosa com o Caio F., porque isso mesmo sempre, traziam então uma outra imagem. Bem mais complexa do que aquela luzinha fosca que vinha da anoitecendo rua lado de fora da casa.
 A gente, quando pensa nas coisas, então que deixa de lado as próprias coisas. Que de coisas passam num zás a signos. Eis que, nessa condição de significando, deixam as coisas de significar, propriamente. Era no que ela pensava olhando a luz daquele dia madrugando na rua. Olhar, por alguma alma-janela, ver o reflexo e não a luz, isso era de uma estranheza absurda pra ela. Porque o ato mesmo de ver já não seria um não-ver? O ato mesmo de pensar, um não-pensar? Pensava no tempo. Que já nem era mais signo do próprio tempo, mas simulacro. Signo do signo. Cópia da cópia que nem modelo tinha – o tempo.
E não podia deixar de sentir o tempo, senão pensando no tempo. Uma complicadura mesmo. Tempo que não esse do tic-tac assustador, pois que pondo amarras na gente. Desse, do tempo dos relógios, ela tinha aprendido a desdenhar desde quando leu pela primeira vez, e isso já fazia muito mais de década, o conto sobre o campanário, diabo sabe-se lá que onde, do [Edgar Allan] Poe. Porque tinha que ter sido assim mesmo. Se a gente vive em excessivo e pensa em gotejamentos muitos sobre esse tempo-ponteiro, então penso – dizendo, pensava também ela ali naquele quarto escuro só com a luz fosca da rua – que tudo se reduz ainda mais a um não-tempo. O que ela ali, naquela casa anoitecida, pensava era no justamente oposto: talvez que muito mais num tempo do Outro. É que uma vez ela deixou entrar um – tempo – que foi borgeseando as complicaduras dele, do Jorge Luís. Era o Outro pois que. Que encontrava um Um, em praça qualquer de canto qualquer. Não importava esse detalhe que ela agora não lembrava mais. Tanto que o Um encontra o Outro num tempo. Que não o de relógio. Que não também nada disso de bobageando tagarelices sobre um tal “tempo interior”. Era tempo concreto, mas não de relógio – o do conto do Borges. Era também um Jorge Luís, distorcido em personagem narrando que tinha-se encontrado tempo. Mas como assim é possível alguém “se encontrar tempo”? Ser o próprio tempo? Se até quando a gente imagina ou pensa, só por um lapso que seja, sobre o tempo este já deixa de ser tempo, mesmo um tal signo do tempo, pra ser signo do signo-tempo? Não era propriamente isso, e ela pensava. O tempo. Mas que ele, o personagem, jovem ainda aos 18 – se ela não de novo se enganava ou esquecia –, se encontrava com os seus anos mais tarde, com o seu outro tempo.   
Outra vez uma outra complicadura... Outra vez o tempo do não-tempo... Que ela deixou pra pensar no dia seguinte, refazendo o tempo da noite aquela em que, janela-alma agora querendo se fechar, só vai aparecer aqui, recontada em continuações bifurcadas dessa narrativa-tempo, quando for sendo aberta de novo a vista... Isso vai acontecer em breve, em parte dois desse tempo cá em que começa a narrativa dessa mesma moça, em casa aforando a madrugada que pois num pensar distante sobre o tempo... Em breve. Psiu. Até lá a gente espera... Tem tempo.
P.S.: a imagem, aparentemente... diz pouco sobre... é de uma parreira cá... pra mais de cinquenta anos ela, ou seriam trinta? Ela também no seu tempo, a parreira... no seu tempo pois que em não no tempo... A gente nunca que sabe certo... A fotografia, signo daquilo que já signo-tempo quando penso nela, eu que... E foi num dia de tempo que penso signo de um meio nublado... Desses que fazem a gente olhar pro nada e pensar assim: será? Acho. Penso então. Foi-se o tempo...


Thursday, March 17, 2011

l’(é)invitation à la légèreté

le temps
qui reste
qui court
qui passe
mon coeur
qui danse
qui palpite
mes veins
un rêve
un trait
d’une sureté
mon coeur
le temps
d’une bonne
journée 

et comme ça... 
       ... mon âme...
               ... est très léger... 
                       ... maintenant…

Wednesday, March 16, 2011

the act of looking [or the look of Cabiria]





Something hurt me in here.
Some things cannot be touched by human vulgarity.
Even amidst a crowd that laughs idiotically...
there's always someone who understands, who knows.

Nights of Cabiria, Federico Fellini

— And why do you think life is not for crying?
Lina did not know exactly, but she trusted the opposite. Such insanity — or misguidance? Intrepidity — or blindness? Not one, not another. She was pure. Naïve. For that young lady, verging almost all the time on solitude and scarcity, as hunger as she was of looking for a route, a less sinuous route to follow, even if shouldering and trying to cover up all the panic she felt inside for having nothing but her hope, nothing but her dreams, and nothing but her wish to move forward, for her life could not be for crying.
Deep down, she had been so triumphantly doubted to ever emerged as a lunatic for trusting that life was for living. Irrespective of how strange or contradictory it may seem to anyone, but not to her, because for her life was basically — and charmingly — for one step by another. A path. The Pessach she declined to think in terms of stones on her way home. Notwithstanding all the surrounders making fun of her, shooting her down, swallowing her day by day, trying to kill her dreams and to screw her up…
Life was for respecting life. For bringing forth a cycle of life. By dying away, you live and let live. You share and let love. You fall or strongly collapse but brave out. Life was then for… Not for crying, not even for anything else that could lead to hopelessness… even if her life used to be a mélange of pain and shocks against the wall.
— Don’t you even figure that your mother wants to rape your dignity, steal your energy, your strength, by making you feed her cats day by day? By making you sleep outside every night? By treating you much more like a stranger than a daughter, making you do whatever she wants, not what you want and need? She exploits you…
— If I, for instance, come over to this yard day by day and stay three or four hours feeding her cats, “distracting them” as she orders me to do, that’s just because I love those cats. They equal life. By feeding them, I’m feeding off life too. I let them live by living with and for them…
Her friend was stunned by her innocence. Taken aback by her unselfishness into how she avoided facing all the crudeness of that mother, of reality, so that it could be argued that all this endeared her to a path of violence and abuse. Because her mother and everyone around her abused of her generosity, purity, and absence of a look of maleficence to face the world.
Lina Cabiria Green was not concerned with, and never aware of what people would think when she just declined to conceive of all misunderstandings, all stumbles, and all failures as a motive to cry, or to give up.
This was her beauty, not her blindness. Her softness, much more than her violence… Even when people tended to believe that she was blind, or mad, or cruel with herself, whatsoever, she did not care so much. Her myopia was external, to the eyes of others, it was not such inward-looking. Her thick glasses without which she had what her friend put in terms of “nearsightedness” — that was indeed how people conceived of her, when they did not feel that she was blind properly, because her look was a so different one — just represent nothing but a tool… to look. How strong she loved the act of looking. She could not go out that she was just thinking: “Let me look at this tree, how colorful today!” or “I notice that you, little boy, feel so gloomy now, what’s wrong?” or “I understand your pain and will do my utmost to help you save this money you need”. Yes, Lina had this fixed idea to look into persons and things and places, and so on… We will never know why but the very act of looking meant the world for her. She looked at anything so deeply. Looking, and seeing, and viewing, and taking inward notes about anything she could possibly cogitate to look at one day. Looking at reality and at the other without anger or rancor… But with tenderness, and sincerity, and respectful — for life, for others’ life. A gift, we tend to admit, but also a curse, no?
There was a day, a so crude day in her life… Her mother, as if eating her both eyes at their breakfast time, her mother just impeded her to look. Oh! and how Lina was always pleased to look at people, things, movements. But now? What would she do if her mother abused of her so cruelly so that she really felt as if had lost both eyes to look at the world?
Firstly, she got desperate. Devastated. Lost. Off course. Life seemed to her as an abyss of turpitude and ruins. She woke up in the early morning, unfolded her eyes, but she just felt that she did no more have them. Where were her eyes? Had her mother really swallowed them? She cried and she cried. She was impeded to look. And then she was so blind.
But few days after this blindness, after this atrocity her mother committed, Lina had a guest. A little boy, fourteen years old, ripped clothes, nothing in both hands, a bewildered boy. Like her, someone who was just innocent, even if so fucked up, but pure, unaware of life’s atrocity. He knocked on her window. It was a drizzly evening. She was terribly devastated since she did not know yet how to cope with her blindness. That little boy was blind either. He did not see anything. Every single, and simple, contour of reality had another kind of trace, of shape, or color, of design.
And then that little boy came close to her. Told her a secret. A brief one. And then he left.
— Your blindness is nothing but relies on your deep-down absence to believe, once again, that you can see. That you can look. Your salvation, Lina Petite, is that you need to sense… You will redeem your ability to see when you realize there is much more to look at, to look inside… and to bear up against all the difficulties, the turpitude, in order to move forward… Go deep into you, you will see that you can see much more than you guess so… Because you have this incredible and rare and precious ability to look at without expecting…
A Cabiria — Lina Cabiria… but a beauty, undeniably her preciosity…

Dedicated to a person who makes the world much more beautiful and delicate by making us believe, once again and for all, in the redemptive power of generosity and integrity and innocence... 

Monday, March 14, 2011

no não de um sem, e tem?

o tempo
e a falta
que ele
faz
que custo
no fim
pra não
chegar
(a)tra(p)balho
o sono
ma(l)drugo
sem tempo
o tempo
e a falta
que ele
jaz

Sunday, March 13, 2011

1366 x 768


por Pedro – Structurally Diffuse
http://structurallydiffuse.blogspot.com
I tend to believe that every little occurrence is intertwined, every granular aspect in our life dials for an answer, forwarding comments and expecting acceptance while diverting attention, there is an abysmal risk for mistakenly introducing utter nonsense into this formula, judgmental seniority depicts the absence of emotional pursuits, someone willing to love inadvertently calls back for past experiences, defining love is somewhat of a questionable endeavour, something which grows parallel within your own lively being, it’s a constant variable administered throughout our lives even if we aren’t suppose to know about it’s underlining simulations, some allow themselves to elaborate scenarios about rudimentary acquisitions for posteriority, developing a thirst not for the absolute but for uncertainty, this is something that few of us admire or are capable of, by transposing the thicken barrier which obliges us to attribute a need for consumption we are already stepping ahead into the transparent value of real felt feedback, I was fortuned enough to be subjected to a delicacy in the form of a doubt which unveiled something of an interesting follow up I had been thinking about for a long period of my life, again love, the orchestrated dance where meaning denounces the importance for assembling every segment of pairs or groups depending always on the realm of existing love gender, this conundrum presented itself by focusing on the need for this sentiment by differencing between reality and virtual perceived love, I answered by recollecting my own observations, that love is an intangible realization, and that we use our body as a vessel for experimenting with this specific feeling, concluding that a virtual idiom could be similar to it’s real equivalent, I believe that technology abruptly forced itself into our homes indiscriminately handling this new possibility for tangent intimacy without the inherent physical nuisances, there’s no established guarantee that this approach signifies more than of it’s curricular opponent, or vice versa. In this everlasting reign of possibilities writers present themselves to the eventuality of finding some sense of proximity to others, perhaps more closely than everybody else, they are the adventurous ones for whom persistence remains unlocked. 

Saturday, March 12, 2011

farewell [or the spiral]





Unfortunately. That little boy. Lying on the ground. Dismantled. Unstable. [Lunatic.] 10 years gone. Probably. A little less. Since his last smile. His break-down. [Inborn.] His motives. [Which?] His shot-down. [Why?] Such impetus. Against. Such distress. Reminiscences. His pain. [Revenge.] Or just. A lack. A misunderstanding.
Mother Father. [A farewell.] No limits. But chains. That little boy. His loss. His struggle. Against. [Un]motivated? No friends. No lands. [The spiral.] A light. But again. His torments. No voice. A cloistered. [Evasion.] Environment. His death. To life. A beginning. [A dead end?] Recurrent. Turmoil gate. No one. No place. Or just. A shame.
Everybody knows but no one — indeed. That little boy had his motives — a possibility. His struggle against this demon — of solitude, of deceit. His pain for having suffered — a way to dismiss. And no one, not even himself, being able — to turn down. A shame that this boy had decided — to wreak his revenge. Maybe he didn’t find — a way to understand.
But there was someday a person who was so willing — their acceptance. The boy, feeling panic [or indifference], was however incapable to understand. And refused, with uncertainty, the hand, the support coming to him. A pity, a gesture, an attitude of despair, of pain. Maybe…

Dedicated to nobody but everyone who wakes up in their early morning, day after day, and just thinks — it has nothing to do with my torments...


Thursday, March 10, 2011

do encontro(s)

foi quando a gente se encontrou, Mariaeu, fim de semana último. começou terminando com a Rita... a gente gostou e por isso vai agora se postar uma no blogue da outra. mas com uma arranjação gostosa entre a gente: aqui palavras dela sobre o vídeo nosso e sobre o encontro encantado nosso. lá no dela, o de avesso: com palavras minhas...  só uma chance de a gente lembrar sempre, registrado agora que, desse amor imenso nosso... seguem palavras-maria...

video


do encontro(s)
escrito pela Maria



Abandando-me – pois como ela havia de dizer há algumas semanas: “vez ou outra migramos de nós”; e é muito na mais profunda solidão que nos encontramos e podemos enfim sentir companhia.
Rubens já muito sabiamente me contou que amigadagem é compartilhamento de bonitas solidões.
Chovia, o céu chorava manso, consolan(lidan)do passagens, aquela agoniazinha ardendo doído, uma precisão de algo que aplacasse uma sede abstrata, tudo em lonjuras tantas que até muito já distante de mim que não podia mais me achar ou me reconhecer; por isso precisamos sempre de outra face que nos re-conheça...
No trajeto quase personagens de Almodóvar, uma canção que cantava dores insólitas, eu a uma passo do precioso abismo, minguando como luas...
E ela? Ali,...como não há muito e acompanhada de várias, sendo uma delas outra, pessoa de poucas palavras, mas boas. Deu-se então, que dar é o precioso passo que valida o mundo....dar-se, dando-se muito de coração, na espontaneidade. Falamos então do que vale, sempre...amores por...vida, arte, beleza, funduras, e rasuras também...por que não? Regamo-nos com garrafas de desejos tintos, abençoadas de Baco, que ele sabe da beleza ampla do homem, nas rasuras dele, nos arranhões, nos quereres inexplicáveis, coisas que passam longe do entendimento, que escapam às cartilhas. Muitas alegrias então, risos ecoando como eu não acreditaria se horas atrás...e eu então já começo a abrir janelas pra expandir meus mundos implodidos... e eu então lembro da grandeza do maior, das coisas todas...miúdas ou imensas trazidas pela generosidade do tempo...encontro.
Mundo é redondo, curvas e voltas, mas as coisas são...as coisas serem mesmo que sem parecenças...do amor que vale e é...sem abalos sísmicos, só talvez alguns...raros, precisos... mortezinhas.
Havemos de viver cantando ando ando ando ando a própria vida.

Wednesday, March 9, 2011

pedro e jamile, nossos cá (se) inaugurando palavra-gosto, imagem-som

A gente, quando conhece umas figuras assim que muito além do rés-do-chão, tem mesmo que dizer, ainda que em escrito de refeituras – sempre. E também de agradecimento por. Alternados passos, um e depois um outro, andando. Sem processos automáticos. Só sibilantes. Em concretude absurda. Mas também em silêncio ventando na gente um além-tudo. Ou de uma absurdidade tremenda gestos-flor, que disfarçam a dor, dão volta em náusea nossa, essa do dia-após. Comigo sempre assim. Isso de ir ter sempre com essas figuras. E então agora cá no blogue vêm ter com a gente eles dois, ela e ele, sem claro que naquele tic-tac da obrigação, ou da pontualidade, mas no da gostosura mesmo.
Fato primeiro do Pedro, que conheci Structurally Diffuse. Difícil escolher palavreado pra dizer assim tão-só que ele uma das melhores – palavras que eu nos últimos tempos. Literatura, e no de fato. Que eu ousaria chamar “cáustica”. Pois que queima. Num giro mordaz em busca de uma linguagem que, em ímpeto, em incessantes idas, imagética, refaz quase sempre em passos desvairados um caminho de volta pra casa. A literatura do Pedro cauteriza, inflama. Mas não ao ponto de tolher olhar nosso, sentimento nosso, que esse de, mesmo em ziguezague, mesmo em poço-e-pêndulo, ainda que hesitação doída nossa, de nós todos em bifurcações-destino, mesmo assim as palavras dele nunca deixam de ser gesto de sentido, de recobrar sentido pra um olhar em flor. E eu recobro sempre, Pedro, quando te leio, e te venho lendo desvairadamente, intensamente,  madrugada minha sempre adentro, enfim que te recobro sempre na imagem do poema drumondiando náusea e também flor. Que nasce ali mesmo, nesse mesmo asfalto áspero, cinza e concreto que residua a gente, mas que também faz nascer, numa palavra-imagem, como a sua mesmo, uma palavra-sentido – capaz de se desfazer inteira pra num imediato se reconstruir gesto maior de amor. Este – de um insaciável ímpeto de se revirar pra se descobrir sem macular a dor.
Pois que então da Jamile. Deliciosa. É o que me autoriza a dizer dela assim, mais na abertura da significância que a gente às vezes esquece que as palavras têm. Deliciosa e uma delícia. O que também vou contando porque é o que ela vem fazer aqui pra gente, e com a gente, e na gente. Mas pode isso de alguém fazer delícia em outro quem? Pois se não assim mesmo que o primeiro toc-toc-toc dela – deliciando uma vontade de eu abrir a porta pra delícia pedindo entrância-cá dela? E eu disse assim: nossa quanta altura a minha, claro, entra cá, que delícia que não vai ser isso, minha nossa! E vem mesmo. A Jamile com suas palavras-gosto. Das Gerais, sim, ela. Como eu aqui mesmo nas nossas. Então se não é tempo de apresentar de vez ela? Que mais que fazendo a gente pensar em deliciosas e delícias, ela faz é emendar uma outra conotação que eu disse pra Tati (Carlotti) dos textos dela uma vez, e que agora, no caso-então, eu ressoo muito satisfeita: uma deliciura! É o que. Jamile. E o que as pontas dos dedos-Jamile vêm fazer cá conosco. A propositura então eu a explico. Mas antes pergunto assim: culinária combina com ficcionismo? Foi o que a gente pensou junta e o que também a gente decidiu junta que sim, claro que. E é o que a moça-Jamile vem fazer pra gente daqui em diante. Vamos misturando o sabor das palavras fluxoconscientizando com as significâncias das delícias que inventadas por ela, sempre nessa de a gente pensar aqui de agora que a Jamile vem falar do gosto. E tudo o mais que ele nos alucina. Então que ela inaugura uma nova parada no blogue. Pensamos assim-começo: What’s really worth eating. Pode ser, e vai sendo também. Mas eu penso que tanto mais assim pra gente emendar e reme(n)dar: Escrevância ponta-dos-dedos – da Jamile. Acho que vai cabendo, não? Entra cá também, Jamile, casa sua, casa sempre nossa. Traz pra nós as suas complicaduras daí, a gente proseia as nossas acolá, junta literatura e gastronomia, ficciona os pratos, se delicia com os enredos e, nas contas todas do fim ou do meio, se repimpa com o de sabor das palavras e com o de beber dos olhos nossos – ficaremos todos muito satisfeitos e em querência e em vontade de ler que você pra nós, isso sei que...
Seguem agora dois textos que cismei fazer cá pra apresentar melhor pra todos nós o que já fiquei na compreensão dos dois, Pedro e Jamile. Dois ficcionismos, claro. Meus que então pra eles, no cada qual. E em que procuro um tom pra falar assim mais próximo do que penso quando penso neles, Pedro e Jamile... São os dois inaugurais – os textos. A partir de agora, palavra toda deles. Não me atrevo, nunca me atrevi em excessivo ensinar quando o que vou é aprender... E ambos os nossos queridos já cá vêm fazer, generosamente, isso com a gente... Bem-vindos, casa nossa de nós todos esta, tá?

Tuesday, March 8, 2011

desmedido chão além de um meu passo dentro

é como se houvesse um peso, que me subtraísse. ou que me revirasse uma grandeza pra qual não me comporto ou não alcanço justeza. há uma projeção dele logo ali, do peso, em concretude, desvairando indisposição de sentidos, confusão de palavras e gestos e abrasando um movimento desmedido-pêndulo. um tropeço em veracidade-ausência, que não cessa. detrás daquele quarto de onde se vê o vazio dos meus sonhos e a ternura de um abismo. que punge. vem na estreiteza de uma saída sem porta. que não se vê aberta a não ser pros incalculáveis que arruínam engarrafamentos e verdades. e que por isso devolvem seu ressentimento-mundo, a sua vingança torpe contra os maltrapilhos-medo.
não é de hoje que me pende a morte. não tomo partido das horas surdas com que ela se aproxima-poço. tampouco me atiro em escuridão de ir-encontro. a silenciosa morte. em cima do piano, aquele copo de veneno. sobre a mesa o comprimido-chave. cianureto. rápido e indolor. não é questão de coragem. nem de covardia. mas de alucinação em passo lento que não se quer findando um silenciar de medos. os meus são muitos. como foram os de ontem. e os do mês passado. aquela mulher que me prendeu em sonho e que hoje me detém o ímpeto de um encontro louco. e doce. num rascunho-dentro que não passado a limpo. nem jogado fora. mantido. e titilando apenas. eu, descabido, anoiteço e me despeço. como me cabe.
saio de casa na madrugada porque é quando não me reconheço na claridade de uma caminhada de espelhamentos pelo centro da cidade. não esbarro melancolias. não freio a vontade de gritar pro vazio da frescura-noite o meu desespero-dentro. é na madrugada que também me alucina o passo alternando a realidade e a ficção dos meus dias todos. que correm. e desmoronam a possibilidade de um regramento-desejo. o meu por aquele objeto, por aquele quarto de dormir ou de escancarar o sexo de uma noite insana, o meu desejo pela coisa-gente e pelas horas, a minha gratidão pela vida entranhada de verdades que só encontro em pesadelo, esse meu desejo não se manifesta senão no relampejo de um desejo insano. de acordar inseto tendo maldito tudo quanto antes me fizera preso. numa gaiola de frivolidades que eu mando às favas nem que em pensamento-coragem. mas que não digo, porque me vem o freio. me põem as amarras pros meus escritos todos. desgostam do modo como eu negligencio os parâmetros. mas eu não cesso. recomeço as coisas todas, em ponteiro de relógio que só para quando se adianta a cama pra um descanso-corpo. e elas, as coisas todas, me chegam com o amanhecer dos passos. e de novo. e sempre.
os mesmos passos. que precisam caminhada frenética pra não perderem o tino de uma condição-homem-dedos. que trabalham. que desmentem. que mascaram o íntimo de um desejo-rua. saio criador então pelas calçadas-asfalto da minha cidade e não vejo a hora de cuspir no olho de um semáforo qualquer. que me apressa a ida, que me atrasa o gosto. de uma contemplação sem jeito, mas muito engrandecida por aquela ali atravessando a rua. em passo lento. corajoso de sair pelas calçadas. lento e leveza. a leveza que não tenho.
deparo, diariamente, com as pessoas-cedo. elas sempre reviram algo em busca de um momento-estranheza, mas concentrado. no produzir matéria e residuar o dentro. é assim o ciclo. que não cessa. também eu não cesso. desvairado, alucinado, perdido, maltrapilho pelas ruas, atiçando a loucura que não me escapa nunca, eis que eu também não cesso. não mudei de casa. não comprei aquela máquina que promete vida, mas enclausura os olhos em caixinha própria. que depois nos oferecem, sem qualquer coerência, sem qualquer cerimônia, pelos lares e por conta de um não-desejo.
dobro agora a esquina dos meus pecados. vejo-os todos. intactos. pro dia em que eu for cometê-los ou desistir dos atos ou me estranhar na certeza de que atos torpes. vejo agora a doçura de uma flauta mágica. não me aborreço com ela. também pareço não me querer perto dela. sigo apenas. e vivo apenas. é assim o meu ciclo. que não cessa. de minutos. de um tempo que me desperta. mas que me prende. ao mesmo tempo ainda me prende. haverá o dia em que eu só afeto?

E a gente vai, claro, no acompanhamento do Pedro por cá também. Vou eu sempre ter com as explosões lindíssimas por lá... agora mais tanto por cá então, lindeza em dobro e prazer duplicando tudo esse também o meu: http://structurallydiffuse.blogspot.com

Saturday, March 5, 2011

to stop or not to stop writing literature





Frantically. Expansively. Heart in hand. Head in clouds. By turns. Continuously. My protagonist woke up today in such late morning. Melinda, my leading personage. Asked me to play and sing for her. My voice would not measure up to the tones and colors required to this task. My fingers were uncomfortable, I would strum the guitar. But she wanted. And she wanted much, overmuch. “One For My Baby”.

After that, I really began to think that I should stop writing literature. Which, for me, does not equal any sorrowful through loss but a state of being secreted into something I just never had. That's what I mean when I feel mourning and melancholy as a dichotomy. The first sets up something you just lost. The second brings to heart something you never had. My fictionisms – a zigzag effort to hold something – could have been nothing but an empty place. This is the very feeling of melancholy. When you don't have, even if you really wanted to…