Thursday, March 10, 2011

do encontro(s)

foi quando a gente se encontrou, Mariaeu, fim de semana último. começou terminando com a Rita... a gente gostou e por isso vai agora se postar uma no blogue da outra. mas com uma arranjação gostosa entre a gente: aqui palavras dela sobre o vídeo nosso e sobre o encontro encantado nosso. lá no dela, o de avesso: com palavras minhas...  só uma chance de a gente lembrar sempre, registrado agora que, desse amor imenso nosso... seguem palavras-maria...



do encontro(s)
escrito pela Maria



Abandando-me – pois como ela havia de dizer há algumas semanas: “vez ou outra migramos de nós”; e é muito na mais profunda solidão que nos encontramos e podemos enfim sentir companhia.
Rubens já muito sabiamente me contou que amigadagem é compartilhamento de bonitas solidões.
Chovia, o céu chorava manso, consolan(lidan)do passagens, aquela agoniazinha ardendo doído, uma precisão de algo que aplacasse uma sede abstrata, tudo em lonjuras tantas que até muito já distante de mim que não podia mais me achar ou me reconhecer; por isso precisamos sempre de outra face que nos re-conheça...
No trajeto quase personagens de Almodóvar, uma canção que cantava dores insólitas, eu a uma passo do precioso abismo, minguando como luas...
E ela? Ali,...como não há muito e acompanhada de várias, sendo uma delas outra, pessoa de poucas palavras, mas boas. Deu-se então, que dar é o precioso passo que valida o mundo....dar-se, dando-se muito de coração, na espontaneidade. Falamos então do que vale, sempre...amores por...vida, arte, beleza, funduras, e rasuras também...por que não? Regamo-nos com garrafas de desejos tintos, abençoadas de Baco, que ele sabe da beleza ampla do homem, nas rasuras dele, nos arranhões, nos quereres inexplicáveis, coisas que passam longe do entendimento, que escapam às cartilhas. Muitas alegrias então, risos ecoando como eu não acreditaria se horas atrás...e eu então já começo a abrir janelas pra expandir meus mundos implodidos... e eu então lembro da grandeza do maior, das coisas todas...miúdas ou imensas trazidas pela generosidade do tempo...encontro.
Mundo é redondo, curvas e voltas, mas as coisas são...as coisas serem mesmo que sem parecenças...do amor que vale e é...sem abalos sísmicos, só talvez alguns...raros, precisos... mortezinhas.
Havemos de viver cantando ando ando ando ando a própria vida.

1 comment:

Maria Cláudia S. Lopes said...

adorei, de verdade! agora tenho que ver como gravar...