Wednesday, January 12, 2011

sobre a amizade, e então recanto hoje uma linda aliteração

Lindas aliterações ressoam de popa-vento suave aqui, titilando coisas realmente além-rés-do-chão. Ou muito próximas, apertadas, pondo desvario em nós todos, dizendo do muito que a gente vai desviolhando às vezes pra não cair lunático.
Explicamos, mãos duplas hoje, Melinda-eu. De conhecida, foi ficando muito amada uma-certa aliteração nossa – assim chamamos desde o sempre que não convém precisar porque sem sentido se. Palavreamos muito, tempos-outrora mais próximos. No de contato dia-após, íamos fazendo telhados nossos, ensinando cá, desdobrando aprendeduras acolá. E foi sendo assim. A moça, aliteração por conta de um soar-dito em nome que ecoa mesmo elegantices-som, e lindezas-tom, enfim, a moça – dessas que tudo o mais – foi-se apoderando da gente, de jeito que dá volta em desamor, que desenha em colorido gostoso a vida da gente.
Companheira. Descolada. Amabilidade generosa – a dela. Muito inteligente. Proficiente, no de sensível, pras coisas de ir sabendo tudo-muito de muito tudo. Primeiro quis ser médica. Quis? Pois que não, penso que queriam pra ela. Depois, aquela que vai no das construções-casa por aí – talento em cabedal tinha, ô se! E então isso e outro aquilo – a moça ia podendo, podia mesmo, ser o que. Fosse o que bem entendesse – o que dizíamos pra ela. E entendeu – escolher o que entendesse por bem. Resolutou, dia então, que queria ser no daquele meritório endireitar de coisas em justo. E justo ela, que sempre teve apreciação pelo que se lê, interpreta, refaz e corrige. Fiz gosto, fizemos. E foi o que.
Nunca vi, e Melinda agora faz coro, a linda aliteração como aquela que aprendesse coisa qualquer comigo. De começo até medrava aproximação com ela por conta de ela mesma é que me ensinava as coisas. Não tinha, então, por que gesto professorando com ela. Nunca teve. E de parte minha nunca foi. Dela pois que também não. Amizade é palavra pouca pra dizer, assim, que ela me enche de tudo sempre. Porque a moça tem no de além tudo comigo.
Mas não é que ontem, noite tardando já, a gente tendo machadiado um bocado no de antes, e tendo também pra trás decidido pleonasmos-língua da gente-língua nossa, não é que então ela me pergunta, com quê meio suspeitoso, se isso mesmo? Dizendo digo: se na confiança é que fomos fazendo o nosso telhado? Apois! Resposteio meu, Melinda-nosso, outro não seria: não mesmo! Confiança é palavra também miúda pra dizer qualquer coisa disso. Porque aí a gente teria que emendar, entrelaçando: admiração, certeza, entrega de coraçãozinho da gente, parceria e amor. No mínimo isso. E no excessivo da ressignificação-amizade em tudo isso.
É que, quando a gente vai telhadando gostoso pessoas-gosto da vida da gente, Linda Aliteração, não é que a gente diz sem dizer de certo o tanto que ama? E então eu redigo, redizemos Melinda-eu, e refazendo um-certo dito-Montaigne: se me obrigam a dizer por que te amo, resposta minha única seria esta, que porque eu sou você, sendo você eu. No emendado também gostoso de um outro Epigrammata: pois não nos é desconhecida a deusa que um doce amargor junta aos cuidados do amor.
Amizade vem pra mim então sendo isso. E um bocado mais de tudo contigo... Te dou a chave, dei já de há muito. E você entre cá quando quiser. Entre sem cerimônia. Sem vergonha. Entre e ouça cá algum poema, como diz poemando aquela poeta de sensibilidade muito além...

2 comments:

Linda Aliteração said...

Honey! I just don't know what to say. Thanks, thanks and thanks!!! Obrigada, amiga, por belas palavras suas. E pelos ensinamentos - sim, veja-me, sem receios, como quem aprende algo-muito-tanto com vc, desde aqueles tempos goianos mais antigos e tão bons, hoje mais ainda, e sempre mais... As nossas conversas, tais como a machadiana daquele dia, nos mostram isso. E veja-me tb como a amiga, a que ama, a que se preocupa, a que, sendo sensível (por vezes excessivamente), sente e quer compartilhar com vc os momentos bons e os ruins. É a amizade que juntas cativamos, é o encanto de uma pela outra. É o amor, sempre o amor! E agradeço pela chave. Cuidarei dela, e principalmente do caminho em vc-coração-porta através dela aberto, com muito carinho e amor. Eu te amo! Kisses, your always Pretty Alliteration.

Carol P. said...

Não é que, agora sem precisar palavrear muito, todo mundo vai ver por que aliteração minha, linda, é assim tão linda?

Obrigada vc, meu encanto e minha doçura, por tudo, por vc, por nós, pelo amor, por companhamizade boa nossa, por termos nós tanto e ainda tanto mais no perene de vidas nossas pro alto e avante, no adiante!

Amo vc também muito! Chave minha, deixo-a sempre contigo. Venhá cá vindo assim, pra mim, por mim, pra nós e por nós sempre, tá?

Carinho e amor,
Carol.