Tuesday, January 18, 2011

pra uma então e sempre aliteração linda cá

A gente peleja mesmo. Rodeia de cá. Vai caminhando saltitamentos acolá. Esbarra em indefinições miríades. Depois pensa assim: “será que consigo?”
E então novos giros. A linguagem parece miúda pra alcançar altura desejosa de dizer. Diz-não-diz e vai dizendo, torto que seja, mas vai reunindo sentido pra expressar. Semantiquices nossas que talvez sejam ainda escassas. Ou dissonantes já de um dizer que pouco, mas muito convicto – e no sobretudo de um dizer tão-só. Tudo isso intriga a gente: “e como é que digo?”
Dizendo, pois ora. Tão simples quanto desabrochando lindezas e sorrisos. Não é assim mesmo que a gente deve dizer quando pensa e sente que “amo você”?

3 comments:

Larissa said...

Ei, linda, e vc, que conversava cmg ontem acerca da dificuldade em expressar e explicar, conseguiu escrever aqui exatamente o que sinto!
Sem saber como dizer, a gente vai descobrindo que a via correta é aquela da simplicidade e da sinceridade. Estando nessa via, diremos de modo espontâneo aquilo que, embora simples, profundamente toca o outro amado. E é nessa via que podemos até mesmo encontrar esse outro, procurando tb nela um modo de dizer que ama; e nesse encontro bom, as duas pessoas se olham profundamente, se abraçam, se tocam, se sentem, se amam - e tudo isso sem nada dizer. E para que dizer? É a beleza do inenarrável amor. É a via de mão dupla denominada amizade.


Beijos da amiga que ama,
Linda Aliteração.

Carol P. said...

Ô, lindeza minha, e de cá um imenso beijo de amor de quem, amada, ama sem-fim, sem explicação (porque assim vejo amor-além), sem precisão de floreamentos, sem cobrar amor (porque já muito meu que sei), sem exatidão, sem rodeios (ou só um pouquinho, pra não perder a graça da linguagem-amor), sem isso, sem aquilo, com muito-tudo de outros acolás, sem e com, mas amando muito - é o que vale!

Anonymous said...

amar é criação ou é brote?