Friday, January 14, 2011

nossa, como é que não me ocorreu antes encerrar noite, ou ir madrugada adentro, com texto este seu, Tatiana? Deliciura!

E é mesmo, no de fato. Deliciura. O quê? O texto que acabo de devorar – ih, vou caindo em trocadilho e arremedando tom-tatiana? Jeito outro não há. E digo então pros meus assim tão-só: passem menos por cá, mais por ali, que é onde hoje escolho pra encerrar andança-leitura. E em meio a uma deliciura.
Falando nisso, não dou muita prosa pro que não. Ouvido pouco, paciência miúda a minha, como eu mesma – miúda pro de fazer literatice, só exercício o que venho. Mas fico inteira nos que sim. Vão-me abrindo veredas muitíssimo. E então faço gosto deles e de palavrório deles. Como este de agora. Eis que conto. Mas ela conta muito melhor que eu – isso no “sem dúvida”. Pausa: sabem quando a gente diz coisa tal querendo insinuar que “com certeza”, “certamente”? Ao certo isso que redigo é certíssimo! 
Sem demora. É recomendação minha hoje. Tatiana Carlotti. Digo nada sobre a moça, só que me escapulindo ela toda talento. É que textos dela dizem muito tudo nada disso de... ortodoxo ou chatice excessiva e sem consistência, se é que a gente precisa mesmo insistir indefinidos em casos tais – de talento-além. Passo sempre por canto dela, um encanto de urbanos – atalhos. Mas fazia tempo que não – coisas de danação em sobrejornada sempre da vida da gente. Hoje tive que ir. Questão de. Li muitos, viramundei outros tantos. E encerro noite minha esta indicando aos meus o de então: “Fazer, comer, foder, trepar ou amar?” Eis a deliciura! Mas outras tantas por lá...
Entrem espaço Tatiana, ó que!

3 comments:

Tatiana Carlotti said...

Minha querida, entrei aqui agora e fiquei feliz, feliz demais, assim sem palavras... E olha que isso é difícil...

Quero te agradecer sem ser só de obrigada, porque agradecer não tem nada de obrigada, aliás, eu exterminaria essa palavra e usaria sempre o agradecida que não é comum por aqui, mas é tão bonito!

Agradecida tem um quê de agraciada e ao mesmo tempo carrega a esperança de agradar quem agraciou. É puro trânsito de afeto, tem um quê de rua de terra e sorriso de comadre de muitos anos. Sem falar que é palavra redonda, começa com A e termina com A, feito um abraço gostoso. Então eu te digo: agradecida, Carol!

Agraciada com tua ida lá no meu atalho, no meu face e pela indicação aqui, neste espaço tão bonito, onde a linguagem bate asas e a gente pode respirar mais livre, exatamente por isso.

Cá prá nós, minha querida, gosto muito de ti. Já gostava só de ler teu texto e sentir nos olhos a delícia que é teu trabalho com a linguagem. Agora gosto mais ainda por ouvir em você o bumbo de um coração prá lá de generoso.

Um beijo!
Tati

Leonardo B. said...

E recomendação assim, não é todos os dias que se tem...

pela partilha,
um imenso abraço,

Leonardo B.

Maria said...

Ola Carol!Acabei de ler o teu comentário e devo dizer-te que foi o melhor comentário que recebi até hoje."Perdeste" algum tempo a ler e para além disso conseguiste fazer o que poucos conseguem:comentar.
Agradeço-te o elogio feito às palavras escritas e não escritas(algumas creio que devem ficar só para nós,daí o titulo ter parênteses) e com certeza que nos voltaremos a cruzar entre outras palavras,mesmo que com a distância de um oceano :) gosto disso.Gosto de trocar ideias com pessoas que não vivem cá mas que têm um coração do mesmo tamanho que o meu e que vivem,às vezes,o mesmo que eu.

Um beijo enorme e até já*

Maria