Thursday, January 13, 2011

maria que multiplico em flautim sempre, e hoje te (re)tenho de novo com doçura em canto invisível-gostoso de boca minha... tens a chave, nunca me ocorreu lacrar porta-maria, então entra cá...

E foi assim. Mesmo que a gente não tenha hoje, temos nunca, precisão de querer resgate, porque aí fica tudo muito perdido e desditoso... em coisa que nem valer o quanto se saboreia vale – foi o que aprendi balzaquiana e então titubeio frase-coro.
Foi sendo sem limite-tempo pra gente ir-se dando. De começo fizemos isso-aquilo. Tivemos, preliminando, conversa fast-food eu lembro que depois de aula adocicada nos pondo até um pouco de neurastenia. Porque a gente muito à vontade, na querência translúcida, arrebatada, tinha certa irritação por não conseguir ir pra dentro dela, de quem-mulher que nos titilava encantamento muito extravagante, mas consistente, tudo o que a gente queria fazer com ela e pra ela. Começou então, e em época anos-pra-trás, isso que agora-ontem fomos redizendo ser um desmedido nosso, muito nosso. Desmedido que trazia insinuamentos no de encantável. E pra ir criando liga em torno de palavra que fomos descobrindo valer tanto quanto muito pra ser a gente assim, em literatice boa de ir descobrindo as coisas, e falando sobre elas, e lendo o mundo ficcionado ali aberto em flor pra gente.
Princípio metáfora-pura, suspensa no ar. Depois é que vem verbo pouco mais lerdo mesmo, e no de fato. Aí então repimpamos muito algumas beiradas de sabor agridoce. No acolá do aqui, firmamos tudo. Um pouco mais, um pouco menos de tudo quanto punha a gente em desaviso bom de querer aprender as coisas e viver as coisas. Cantávamos e redizíamos versos travessos. Inconstávamos num dia a dia cheio de. E sedento de. Universitamos, mas em tom de vontade de ficar perto e fazer bem. Confissionávamos. A gente e o mundo, o sempre mundo que desconhecemos no tentando descobrir ele. Experimentamos. Ela primeiro, eu em seguindo toada dela. Acho que cabia. Roseando mulheres na cabeça, com jeito de ir dando giro em agrado de reter pra nós, cada-qual, gosto que não o de sempre, mas novidade-sexo que a gente via que cabia. E que precisava.  
Então cabíamos tudo. Era coisa de pertencimento mesmo. A gente acreditava que vinha assim o novelo se desprendendo-lã, num de miúdo embalo, e virando espiral estoriada de nós. Viagem púnhamos em muito. E a gente ia. Cortava viramundos. Deliciava e se deixava sabor. E dançava-chuva. Apertava também mão uma da outra quando sentia que vinha coisa qualquer comprimindo o sonho. De ser só, por que não?, no sem ter com que fazer contrato de nada. Porque a gente não tinha exatidão do que era isso, que aquilo de buraco muito-fechadura encafifando dança nossa em passagem pela vida. Livros e confidências. Desenredos e afinidades. Alice através do espelho nunca esqueço que foi coisa nossa escorregando claustrofobias.
Só que as sílabas se embalam. Pegam rota aos avessos. Numa dessas, imagem de nós que era muito tênue já foi tomando os seus desdobramentos. Um vão que silêncio. Traços vinham subtraídos. Sem foco, a gente ia-se perdendo. Quando pois que foi questão de separar distância e proximidade com que nos entendíamos, então veio muito das coisas que a gente punha gosto em nós abaixo. Abruptamente. Dolorosamente. Trazendo sem-fim de cortes. Crime que se comete sem motivação talvez, ou por despreparo, ou por perversidade. Isso – o que foi? Dificultosa qualquer querência hoje de explicação. Eis que descabida uma-outra travessia desejosa de reparos. Porque não cabia na época querer rearranjo do que nem a gente entendia direito ter sido. Ou entendia?
Peguei o cobertor. Telhado meu firme de coisas outras. E arroz ainda quente, à espera. Tudo muito em cima do fogão. Acabava festa? De sentir eu não deixava. Deixei nunca anos esses todos. Quis porque quis. Mas vinha silêncio. Depois quase que num de súbito. Mas engoli em tonalidade-dissabor conjeturando ter ficado ressentimento algum, e então a falta de coragem pro que de ontem veio em muitos bocados.
Tudo tão absurdo mas tudo bem. Bem mesmo? Pois se... Não falo saudadeando. Coisa essa que deixa a gente muito em desgostosura excessiva. Também não repenso nem peço de mim pra mim reconciliamentos que não cabem tanto. Fluxoconscientizo sem mérito nenhum de literariedades este acarinhando-ela-agora. De mim pra ela. Porque não tem gesto que imponha certeza de nada do que. Foi? A gente precisa mesmo falar pretérito quando quer dizer assim tão-só “vontade de ser ainda”? Pro caso de cê ter esquecido hoje a chave, maria, ou de eu mesma ter guardado ela além-você tempos esses todos, então faz justo: entra cá que fico-te-espero prum rasgo de fazendo telhados contigo. Dizer agora procê o que a gente quer em minudência de ter deixado passar tanto tempo, isso é coisa pra páginas multiplicadas. Talvez nunca escritas. Entra cá, então. Que a gente vai tateando jeito de fazer sem pressa. E quando for sair, nas exigências de ter que voltar olhares de novo pro mundo-fora, lembra que te peço então fazer isso sem abrir porta nenhuma mais.  

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